The Garden

by

Abrindo a categoria de literatura do blog, temos um dos maiores mestres da obscuridade: H.P. Lovecraft. Apesar de ser conhecido por seus contos macabros, vale a pena também conhecer a arte poética do autor.

O peso que ele insere em cada palavra é uma coisa de outro mundo ,  seus contos e poesias  são deliciosamente apavorantes de um modo melódico, melancólico e simples.

Enfim, não há muito o que dizer sobre “THE GARDEN”, leiam e eu tenho certeza de que se identificarão e terão suas próprias interpretações.

Apenas um adendo: É importante ler o original (em inglês) também se possível, pois muitas características da personalidade da obra se perdem na mudança de idioma e adaptação.

The Garden

“There’s an ancient, ancient garden that I see sometimes in dreams,
Where the very Maytime sunlight plays and glows with spectral gleams;
Where the gaudy-tinted blossoms seem to wither into grey,
And the crumbling walls and pillars waken thoughts of yesterday.
There are vines in nooks and crannies, and there’s moss about the pool,
And the tangled weedy thicket chokes the arbour dark and cool:
In the silent sunken pathways springs a herbage sparse and spare,
Where the musty scent of dead things dulls the fragrance of the air.
There is not a living creature in the lonely space around,
And the hedge~encompass’d d quiet never echoes to a sound.
As I walk, and wait, and listen, I will often seek to find
When it was I knew that garden in an age long left behind;
I will oft conjure a vision of a day that is no more,
As I gaze upon the grey, grey scenes I feel I knew before.
Then a sadness settles o’er me, and a tremor seems to start -
For I know the flow’rs are shrivell’d hopes – the garden is my heart.”


O JARDIM
Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,
sobre o qual o sol de maio despeja um brilho tristonho;
onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;
e as paredes e as colunas são idéias que passaram.
Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado
sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.
Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,
e o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.
Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,
e entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.

E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade
de saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.
A visão de dias idos em mim ressurge e demora,
quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.
E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são
minhas esperanças murchas – e o jardim, meu coração.

(adaptação para a língua portuguesa)

O mestre, Howard Phillips Lovecraft

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.